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terça-feira, 5 de julho de 2016

Mesmo que seja apenas em seus sonhos mais loucos


Temos várias histórias de reconstruções de países, de pessoas, que quando foram totalmente destruídos conseguiram buscar forças para reconstruir. Os exemplos mais notáveis em casos de guerras temos Alemanha e Japão.

No caso do Brasil, apesar de vivermos em guerra, as violências urbanas contínuas que mata mais do que muitos países em conflitos armados como Iraque e Síria, a nossa guerra não desconstrói o que precisa e todo dia acordamos com a mesma (in) disposição do dia anterior sabendo mais ou menos o que vamos encontrar e nos acomodamos e convivemos com tudo isso.

O Brasil já passou da hora de se transformar, não estou falando em recomeçar, nada disso, recomeçar do que está errado vai continuar errado. Precisamos nos transformar, infelizmente não tenho a mínima ideia se vamos conseguir faze-lo em algum momento com os mesmos políticos, as mesmas cabeças “pensantes”, com o mesmo nível de educação e cultura que temos.

Não vamos transformar a lagarta em borboleta, enquanto não mudarmos internamente, enquanto não deixarmos de furar filas, ultrapassar pelo lado errado, jogar lixo no chão, ocupar a vaga do idoso e por aí vai. Para transformar o País precisamos em primeiro nos transformar.  E quanto a isso, parece um grande abismo intransponível. E sinto como uma geração perdida, sem poder deixar um legado. Triste, muito triste.






Taylor Swift - Wildest Dreams


segunda-feira, 23 de maio de 2016

E nunca seremos realeza


Dias desses lia um artigo, como algumas culturas pelo mundo lidam com o erro. Para grande parte delas apesar do erro não trazer de imediato um resultado positivo, ele é encarado como deve ser, um aprendizado. Isto no mundo dos negócios, mas nada impede de ser uma extensão para a vida.

Nos Estados Unidos, o país é aberto aos erros, um dos termos usados para aquelas pessoas que já tentaram, tentaram e não foram felizes nos resultados, mas, continuam tentando. São chamados de empreendedores seriais.

Na Finlândia, os políticos criaram em 2011 o dia nacional da falha, nesta data cidadãos, empresários e autoridades são convidados a compartilhar as suas falhas perante todos.

Na Alemanha, admite-se a falha, mas a consequência que ela deve ser corrigida de forma imediata, sem subterfúgios, sem postergações, exemplo disso as fraudes nos motores a diesel da montadora Volkswagen, assim que o problema foi descoberto o presidente foi a público admitir o erro mesmo isto custando sua carreira.

Já na Asia, quase como um todo, existe uma certa vergonha de se lidar com o erro, uma questão de honra, quem erra é visto com certo desprezo. Ou seja, quando um erro é descoberto, um envolvimento em corrupção é o fim, em muitas vezes eles se suicidam, não consegue conviver com a vergonha.

Bem, já no Brasil, o erro não é facilmente perdoável, mas, o nosso jeitinho de improvisar, de enrolar, de dar desculpas, acaba contrabalançando. Somos ótimos em gambiarras. Dentro das empresas o erro não é muito perdoado, o que deveria ser de certa forma aceito, pois só acerta, quem arrisca e pode até errar. Entretanto na política, na maioria das vezes fechamos nossos olhos, aceitamos que se erre, que se roube, em nome de pequenas coisas, infelizmente a necessidade para alguns que é um bolsa família, e para outros nem tanto, mas isso torna estas pessoas reféns destes políticos, e uma outra grande classe, até inteligentes, esclarecidos, faz questão de não ver os erros, acredita que mudança de política é um retrocesso. Podemos caminhar para uma “venezualização”, mas estes donos da verdade vão continuar com os olhos fechados, apenas para não abrir mão de um projeto que não pode ser sustentado.


Não é o erro que levou a corrupção, a incompetência da Presidenta foi apenas uma forma de mostrar para todos os outros problemas, a corrupção sistêmica. Então se estivéssemos na Asia.


Lorde - Royals




quarta-feira, 6 de abril de 2016

É muito simples, se falho peço perdão e me ajoelho

“O perdão é, basicamente, a dispensa do pagamento de uma dívida...”


Dias desses comentava por aqui sobre pessoas que acreditam que cometer erros faz parte do ser humano, então de uma maneira ou de outra vamos comete-los, vamos ofender o outro, vamos distratar, mentir, trair, não importa o que venha a ser feito de errado, e as razões em muitas vezes são utilizadas para cometer tal delito. Então, estou sendo mais especifico quanto aos “erros” cometidos contra outras pessoas, nem estou me referindo as besteiras que fazemos muitas vezes contra os animais, e contra o nosso bairro, nossa cidade.

Na verdade, nos damos ao luxo de cometer injustiças e besteiras contra tudo e contra todos pois temos a formula mágica do perdão. Erramos vamos lá, com a cara lavada e pedimos desculpas, pedimos perdão, afinal pedir perdão, reconhecer a falha é humano e mais bonito ainda, perdoar é divino.

Não estou aqui querendo dizer que não devemos pedir perdão, e que também não devemos perdoar, muito pelo contrário, quem nunca cometeu o erro que atire a primeira pedra, já dizia Jesus em suas parábolas. A minha intolerância é ver as pessoas que passam a vida cometendo erros bárbaros, repetindo os mesmos erros, que se dizem arrependidos, pedem perdão para o próximo, para Deus e para o diabo. Parece encontrar naquele momento uma “paz”, o bastante para se sentir limpo e continuar errando, afinal o perdão está ai para ser utilizado.

E olha que isto tem uma plástica legal, as pessoas erram, voltam, enche os olhos de lágrimas, pedem perdão pelo erro cometido, juram por todos os deuses que estão arrependidos e proclamam não mais pecar. E neste momento o outro que foi ofendido também derrama algumas lágrimas e se abraçam emocionadamente. Se for um casal, além dos abraços, existem os beijos e claro ninguém é de ferro deixam o amor acontecer. Que lindo, estou emotivo.

Sei lá, acho que tinha de haver uma lei (divina ou não), quem sabe o Papa, o Lula ou a Dilma decretam, que o perdão deve ser pedido apenas, digamos três vezes durante a vida, não seria admitido em hipótese alguma um quarto pedido de perdão. Assim, todo mundo pensaria melhor antes de fazer tanta besteira, e se fizesse aguentasse e assumisse as consequências que dele adviesse.

Para aqueles que gostam de distribuir perdões, também acho que você de certa forma é uma mala sem alça, pois se você vive perdoando todo mundo no mínimo ta merecendo as “porradas que ta levando”


Cara, a melhor forma de pagar pelo erro é sofrendo as consequências e pronto.


Wisin, Carlos Vives - Nota de Amor ft. Daddy Yankee



sábado, 5 de março de 2016

Onde você está agora que preciso de você?

Anna,
Há algumas semanas eu escrevi que não precisava de você. Mas como a capacidade de admitir que cometeu um erro é a virtude dos sábios, e a modéstia passa longe, eu admito: eu estava errado. Eu preciso de você sim. Só perceba que precisar não significa ser dependente. Eu preciso comer legumes – o que eu solenemente não faço há trinta e cinco anos. Eu preciso beber mais água e comer menos fritura, tampouco faço nenhuma das duas coisas. A gente precisa do que nos faz bem, e eu preciso de você.
Eu preciso de você pra me acalmar quando eu estiver agitado, e pra me agitar quando eu estiver calmo demais. Eu preciso ouvir a sua voz irritada com o mundo inteiro me falando, no telefone, “tô com saudade, quero te ver logo”, como se eu fosse um oásis no mar de problemas e chatices da sua vida. Eu preciso de você pra cuidar dos problemas que eu não tenho e invento, eu preciso ouvir que você quer que eu cuide de você, que eu não me afaste. Eu preciso da sua calma pra fazer ficar tudo bem um minuto depois de termos uma discussão.
Eu preciso da sua mão no meu cabelo, mesmo sabendo que você está doida pra falar que meu cabelo tá uma merda. Eu preciso te ouvir dizer que gosta de mim, que me adora, porque eu sei o quanto significa pra você dizer isso. Eu preciso de você dizendo que quer dormir na minha casa só pra ganhar cafuné. Eu preciso muito de você dizendo que não quer fazer mais nada, só ficar comigo. Às vezes eu realmente preciso que nós não façamos nada e só fiquemos um com o outro. Eu preciso do seu carinho, do seu sorriso bobo quando você passa horas falando apaixonadamente sobre teatro e só percebe depois que eu estava o tempo todo sorrindo, te achando linda e admirando a sua paixão. Aí, nessa hora, eu preciso do seu sorriso abaixando a cabeça e olhando de soslaio pra baixo.
Eu preciso das suas ideias aparentemente simples no meu trabalho, e eu preciso da sua reação de espanto quando eu dou uma boa ideia pra algo relacionado aos seus estudos, afinal, eu não sou o maior fã de teatro do mundo. Eu preciso de você pra tirar a minha vida monótona dos trilhos, pra me fazer começar a fazer um trabalho importante na véspera porque nós passamos cinco dias grudados. Mas como eu vou resistir aos seus “Tô com saudades” ou “vai pra casa, toma banho e volta pra cá!”? não dá pra resistir, e nem eu quero resistir. Eu preciso do frio na barriga que antecede você dizer que gosta de mim e sentiu a minha falta, quando nos encontramos e você está irritada com outra coisa, e eu não sabia se ia levar um soco na cara ou um longo e carinhoso beijo. E geralmente eu ganho o beijo. Eu preciso de você pra me fazer voltar pro caminho, e pra me fazer perder o rumo quando o caminho está chato demais. Eu preciso acordar às seis e meia da manhã e me oferecer pra te levar na faculdade, só pra te ver feliz por não ter se atrasado. Eu preciso que você me chame pra tomar café da manhã na faculdade com você, quando eu achava que nós dois ainda éramos algo clandestino pra isso.

Eu não como verdura, não bebo água o suficiente, não levo agasalho quando tá frio. Não dirijo com cautela, não escovo os dentes cinco vezes por dia, não bebo menos refrigerante. Eu não ando de bicicleta, não faço exercícios e vejo TV de perto. Mas de você eu preciso de verdade. Mesmo tentando me obrigar a comer verdura, a dirigir com cuidado, a andar de bicicleta e a fazer exercícios.

Skrillex and Diplo - "Where Are Ü Now" with Justin Bieber



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