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terça-feira, 5 de julho de 2016

Mesmo que seja apenas em seus sonhos mais loucos


Temos várias histórias de reconstruções de países, de pessoas, que quando foram totalmente destruídos conseguiram buscar forças para reconstruir. Os exemplos mais notáveis em casos de guerras temos Alemanha e Japão.

No caso do Brasil, apesar de vivermos em guerra, as violências urbanas contínuas que mata mais do que muitos países em conflitos armados como Iraque e Síria, a nossa guerra não desconstrói o que precisa e todo dia acordamos com a mesma (in) disposição do dia anterior sabendo mais ou menos o que vamos encontrar e nos acomodamos e convivemos com tudo isso.

O Brasil já passou da hora de se transformar, não estou falando em recomeçar, nada disso, recomeçar do que está errado vai continuar errado. Precisamos nos transformar, infelizmente não tenho a mínima ideia se vamos conseguir faze-lo em algum momento com os mesmos políticos, as mesmas cabeças “pensantes”, com o mesmo nível de educação e cultura que temos.

Não vamos transformar a lagarta em borboleta, enquanto não mudarmos internamente, enquanto não deixarmos de furar filas, ultrapassar pelo lado errado, jogar lixo no chão, ocupar a vaga do idoso e por aí vai. Para transformar o País precisamos em primeiro nos transformar.  E quanto a isso, parece um grande abismo intransponível. E sinto como uma geração perdida, sem poder deixar um legado. Triste, muito triste.






Taylor Swift - Wildest Dreams


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Zumbi!

Claro que a figura do Zumbi se trata (ou não) de um folclore. Já nos rituais necromânticos haitianos ligados a religião vodu a ideia é subjugar outras pessoas, então o conceito de morto vivo ganha uma outra dimensão, onde seres humanos são controlados por outros para realizarem certas ações.
Na verdade, não quero discutir este assunto, nem da religião vodu e muito menos dos filmes de terror onde o Zumbi é o personagem principal.
Neste primeiro dia de ano, onde sempre as pessoas adoram utilizar como início de uma nova etapa na vida, mudanças de hábitos, de vícios, empregos, de vida, de sexo, sei lá mais o que, mas esta é a ideia, acreditar que tudo que passou joga-se fora e começa tudo de novo. Infelizmente esta ilusão dura muito pouco, e o livro velho escrito no ano anterior aos poucos começa a “manchar” o livro novo e não dá para desassociar, tudo continua, o fluxo segue.
Os problemas vão continuar os mesmos, guerras por ideologias, por religião (que não deixa de ser uma ideologia), refugiados, crianças morrendo na guerra ou de fome e mesmo assim o ser humano continua a cultivar o “crescei e multiplicai-vos”. Aqui na nossa terrinha Brasilis, mais um ano e os problemas serão os mesmos do ano anterior, cada dia descobrindo novas doenças, e depois de quase 20 anos aparece a vacina contra 3 tipos de dengue e imaginem, por enquanto, a partir de maio só nas clinicas particulares ao preço de aproximadamente 200 euros. Então, não dá para ter esperança mesmo.

Como dizia o Paiva, Feliz Ano Velho. Não passamos mesmo de Zumbis, já morremos e não sabemos. 



The Cranberries - Zombie




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