Quando
leio algo semelhante, não que seja irreal, muito menos sem noção, até acredito
nas boas intenções, talvez com um pouco de forçação de barra, mas, faz parte do
nosso mundo digital, entretanto as respostas são um tanto, desesperadas.
Tudo
bem, o nosso mundo está carente, até acredito que muita gente tenta vê a vida
de uma forma mais sensível e precisa muito de um parceiro, uma parceira, mas
uma coisa podemos entender, apesar do casamento por muitos ser entendida como
uma instituição falida, as mulheres por um motivo ou por outro ainda querem
muito e fazem qualquer coisa literalmente para conseguir um marido.
Elika
Takimoto, 43 anos, professora e coordenadora do CEFET/RJ, moradora em
Madureira, Rj resolveu publicar o seguinte post no Facebook “Hideo, meu filho, 23 anos, guitarrista, mega
divertido, um doce, sabe contar piada, um pouco fresco com as coisas, mas nada
deoh meodeosquanta frescura, cheiroso, hétero e
fazedor de cafuné como ninguém. Ele anda carente e me pediu uma força para
arrumar uma namorada. Mas eu quero mais. Eu quero arrumar uma esposa para ele.
Quero que ele case e seja feliz em um novo lar para que eu consiga usar o meu
banheiro, meu computador, meu carro e minha televisão em paz. Alguém? ”
Bem, até ai tudo bem,
entretanto o post em muito pouco tempo recebeu 92 mil curtidas,6 mil
compartilhamentos e mais de 27 mil comentários, claro sem contar as moças (e
rapazes) com interesse mesmo no casamento.
Surreal? Não, apenas
coisas que a tecnologia e a internet proporciona, onde pessoas fazem pelo bem e
outras pelo mal, e outras sem nem entender as consequências, fazem besteiras e
se arrependem depois, e outros apenas dão uma tacada certeira e conseguem um
ótimo marketing.
Que
merda! Nem devia começar a escrever assim, mas não tenho uma melhor definição.
Eu
sei que o homem não é igual a mulher, não estou dizendo isto fisiologicamente
que é óbvio, apesar de alguns quererem ficar igual ao outro fisiologicamente
falando. Homens e mulheres pensam diferente, sentem diferente de uma forma
geral, entretanto tem certas coisas que não precisava ser tão desigual.
Algumas
pessoas insistem em dizer que defendo as mulheres, muito pelo contrário, eu
sempre procuro ataca-las, não no sentindo literal, mas no sentindo provocativo
de entender que as mulheres precisam se aproximarem mais dos homens não
necessariamente fisicamente, mas em algumas atitudes, em ocupação de espaços, e
principalmente em independência dos homens, elas precisam se bastarem, precisam
estarem acima de viverem sob a aba de qualquer homem. Quando se fala em
relacionamento, devemos falar em níveis iguais, para tudo, inclusive
financeiro.
E
quando eu vejo algum tipo de notícia como esta da tal “estudante” Jady e o
Bolt, só tenho que exclamar que “merda”, porque algumas mulheres precisam
disto? Diz ela que o jamaicano a
cortejou (ta), se comunicavam pelo aplicativo do Google (ta) e no final da
noite o Bolt lhe deu 100 euros (ta) para pagar o táxi. E ela ainda alegou “Eu
achava que estávamos tendo algo, mas agora vejo que ele troca de mulheres tão
rápido quanto ganha suas medalhas de outo”. Eu não acredito que li isto.
E
para piorar a tal Jady se envolveu em uma confusão com a equipe do jornal
inglês The Sun e acabou na delegacia, porque a equipe não quis pagar o
combinado pela “noticia” porque era para ser exclusiva e a “estudante” acabou
também dando exclusivas para outros tabloides e no final como deveria ser a
delegacia entendeu que não houve crime algum, apenas um fato atípico (e bota
atípico). E para terminar a tal Jady contratou até um agente para intermediar
os negócios com os tabloides. Então, não tem jeito, novamente que “merda”, por
estas e outras que acabo perdendo a fé, e boas mulheres por vezes são jogadas
no mesmo balaio. Pena.
Pode parecer um paradoxo, mas não é, podemos as vezes parecer
que somos bonzinhos, mas na verdade quando deixamos de ser egoístas e pensamos
no coletivo necessariamente não quer dizer que não somos individualistas, na verdade
antes de tudo sabemos que para continuarmos vivos é melhor estarmos em grupo do
que sozinhos.
Ficou meio complicado. Vamos desenhar. Desde os tempos das
cavernas o ser humano começou a aprender que para sobreviver no meio de tantos
outros predadores era necessário trabalhar em grupo, quem não conseguia e
ficava sozinho se tornava presa fácil. Entretanto isto não é tão fácil,
precisamos estar sempre analisando e julgando as outras pessoas, procurando
entender quem merece a nossa solidariedade e nosso apoio assim ao mesmo tempo
tentamos identificar quem poderá nos ajudar quando precisarmos. A Lei de “uma
mão lava a outra”. Os cientistas chegaram a uma conclusão, nosso cérebro é
grande não necessariamente por termos inteligência e sim por nossa capacidade
de julgamento.
Então vem a pergunta do Sérgio Chapelin em seu Globo
Repórter. “Quem são os seus amigos? ” “Como vocês se tratam? “ “Vocês se
merecem? “. Então, mesmo de forma inconsciente estamos sempre fazendo estes
questionamentos de outras pessoas, de nossos pretensos parceiros ou parceiras,
e pode até parecer fácil, mas é muito complexo para o nosso cérebro fazer esta
análise para tomarmos as melhores decisões.
Mas, uma coisa é certa. Somos bastante interesseiros. Apesar
de tudo isso, ainda nos enganamos e muito.
Como é que eu posso
ter certeza que você não vai sumir?
Sei lá, como é que eu
posso ter certeza que depois de transar com você vou poder te ligar no outro
dia pra conversar, sem o peso de te incomodar? Como que eu posso me envolver
com você sem o receio de você preferir jogar ao invés de viver? Me diz como eu
posso acreditar que você não vai embora depois de deixar seu cheiro na minha
cama pra nunca mais voltar?
Você entende essas
coisas? Sério, você entende?
Eu nunca me importei
em viver histórias de uma noite, desde que eu soubesse disso desde o começo do
dia. Eu ainda não sei muito bem lidar com nós dois. E tenho meus
motivos. Foi tanta gente desgraçada que me envolvi nessa vida que passei a
acreditar no meu dedo podre. Parecia que tudo que de bom que eu encostava
ficava ruim. Muitas foram as vezes em que eu ouvi um milhão de promessas do
tipo:“amanhã a gente se fala”,
“depois te ligo”, “semana que vem a gente marca de novo”mas que no fim só renderam em mais
força pra minha ansiedade que já é invencível; só renderam mais sábados de
moletom e meia no sofá com meus seriados. Mas entenda, essa parte nunca foi
problema pra mim. Eu sempre me bastei, o problema é quando nos vendem uma ideia
que não podem cumprir; é quando te fazem ver um mundo que não vai existir.
E a minha raiva, ou
melhor, a minha vontade de matar só aumentava porque não entrava – e não entra
– na minha cabeça o porquê de uma pessoa preferir mentir para outra como
se mentisse dor de barriga pra não ir pra escola. Eu não quero que fiquem
comigo por obrigação, mas eu exijo que eu saiba o que querem, seja o que raios
for. Pra mim é tão óbvio que dou risada de nervosismo.
Eu não quero te
generalizar, mas eu tenho mais motivos para desconfiar do que pra acreditar em
você. E a culpa não é sua, essa é a merda. Percebo e aceito suas boas
intenções.Por outro lado, eu tenho o direito
de sentir medo do que estamos vivendo.Tenho medo de te contar dos meus
planos, te contar da minha vida, te deixar opinar sobre meus dias, dividir meus
problemas e meus prazeres de família, pra depois me ver como um nome riscado na
sua lista de metas de sexo ou me ver encaixado na sua prateleira de brinquedos
colecionáveis. E olha, de verdade, eu só falo isso porque já me trataram assim
um monte de vezes.
Te faz sentido eu
contestar, por que logo a nossa história faria sentido?
É até injusto com a minha
própria vida, eu sei, sou quem deve arriscar pelo meu desejo em ser feliz, mas
até lutar pela felicidade é algo que nem sempre dá prazer.
Desculpe, é difícil.
Olha, sabe o que é o
mais louco? É que apesar de todas as coisas ruins que já vivi e todas aquelas
pessoas horríveis com quem já compartilhei minha vida, eu prefiro continuar
arriscando no que temos tido, ainda que não seja possível ver se faz sentido.
Sei lá, não sei explicar direito. Essa minha armadura cheia de argumentos
contra a dor cai por terra quando vejo meu celular acender por uma mensagem sua
– por mais simples que seja. É que isso tem a ver com o fato de que podem
até tentar acabar com o que sinto, mas nunca acabarão com o que sou; podem
arruinar todo o meu sentimento, mas nunca me verão deixar de sentir de novo.
O medo sente medo
quando falo da força do meu amor sobre qualquer dor. Então vamos no nosso
tempo. Eu não quero terminar, tampouco acelerar. Vamos continuar vivendo,
apesar dos meus medos, estou gostando de você estar tentando mostrar que pode
ser o último e não só mais um. E se não der certo de novo, eu tento de
novo com outro alguém.
Minha avó do lado da minha mãe era católica apostólica
romana, eles gostavam de chamar assim, e também uma devota de Padim Ciço, que
nunca foi santo e inclusive acabou perdendo os seus direitos canônicos e acabou
pouco tempo atrás recuperando e já pensam em transforma-lo em santo, estas
coisas da política. Voltando ao assunto em questão, minha mãe também católica,
fervorosa, daquele negócio de terço em casa, procissão de Nossa Senhora, de
Nosso Senhor e por aí vai. Todas participantes da igreja, cumpridoras dos
deveres rituais, e por fim, acreditavam em Jesus Cristo e tinham uma fé
inabalável. Do lado do meu pai, até pela
descendência italiana também eram todos católicos, mas, assim não tão
praticantes, mas tinham fé, até meu pai peguei ele rezando por vezes ou outra.
Logo fui, assim como meus irmãos, batizados, comungados e crismados no
catolicismo, e pelo que sei ninguém ainda mudou de religião.
Claro, eu, assim como meus irmãos, guardadas as devidas
proporções, não quer dizer porque não “trocamos” de religião que temos fé
inabalável e participamos das rotinas da igreja. Da minha parte, me afastei
muito, e me tornei um eremita no meio assim de tanta religiosidade, e aos
poucos pude ver todos meus filhos antes católicos também se tornarem
evangélicos e de certa forma serem todos movidos por muita fé, se dedicando de
corpo e alma por uma das igrejas que ingressaram, assim, cada um num partido.
Então, dentro da minha família sou um alienado, alguém que
não entende, se eu estivesse no filme de Harry Porter seria o “trouxa”, então
depois de muitos anos fiquei descrente
com tudo que ai esta, acho que a religião da forma com que é colocada,
da forma que é dirigida, tanta a católica como a evangélica, principalmente por
esta última, como não existe um comando
geral e cada célula “trabalha” por conta própria procurando arrebanhar seus
fiéis a todo custo, acaba alienando as pessoas,
acreditando não haver “vida” fora da religião, quem tem outros dogmas e
outras crenças não é boa pessoa, quem diz que não acredita em Deus é o próprio
demônio se manifestando, e quem acredita em outro Deus, este já não tem mais
salvação se não se converter a fé cristã, a única verdadeira.
Apesar de todas as minhas ressalvas, existe algumas coisas
boas que a religião consegue fazer, desde que esteja administrada por pastores
sérios, objetivando o bem comum, desde que ela aja com objetivos sólidos e com
ensinamentos verdadeiros mesmo que as vezes sejam mal interpretados.
Por que estou dizendo isso, então, dentro da época que
estamos vivendo, onde se fala muito em tempos líquidos onde os sentimentos são frágeis, a troca é constante, onde o verbo “ficar”
tomou uma outra conotação, onde ninguém é de ninguém (também não precisava ser)
no sentido que os sentimentos como as pessoas são descartáveis, com tudo que ai
esta, o mundo virtual acabou assumindo a frente das relações para o bem e para
o mal. Então eu me deparo com estas religiões acabam ainda entre os seus
instituindo a figura do propósito, onde o homem e a mulher se conhecem, se
aproximam, fazem entre eles um “propósito” de se conhecerem por um período curto,
onde o conhecimento apenas passa pelas atitudes, pelos comportamentos, o
passado, o presente, procuram afinidades, observam defeitos e havendo um
interesse mútuos realizam estre propósito por um período mais longo perante as
famílias, onde vão se preparar tanto espiritualmente, como emocional e
financeiramente para assumirem uma vida em comum, e isso tudo, durante todo
este período sem que aja a chamada conjunção carnal. Nada de sexo.
Mais ou menos voltamos ao passado, onde mulher e o homem
deveriam se “guardar” para consumar o encontro carnal após o casamento.
Então, sei lá, ainda existem pessoas que querem viver em
tempos mais sólidos, ou não.