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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Eu tenho uma sensação

Que o mundo ainda vai acabar multicolorido. Sempre quando se fala ou escreve sobre este assunto, mesmo querendo ser imparcial, um lado ou outro vai se sentir incomodado, pelo simples fato que não existe ainda um caminho onde as duas partes antagônicas possam se respeitar e andar lado a lado.

A coisa é milenar, poderia estar falando dos judeus e os árabes tentando conviver de forma pacifica em Jerusalém, ou gays e a igreja convivendo de forma harmoniosa. O exemplo acima apenas para identificar que existe algumas arestas históricas que ultrapassam os limites das leis impostas, as segregações vão continuar, ainda não existe forma de convivência pacifica.

A maioria das religiões, inclusive a islâmica e cristã não “aceita” o homossexualismo e ponto final. Quem “escolhe” este “gênero” não tem lugar na religião, afinal Deus discrimina estas pessoas que enveredam por este caminho, Deus não aceita elas no céu, afinal Deus criou apenas o homem e a mulher e assim tem de ser. Homem é homem e mulher é mulher, apesar que sabemos que a própria ciência já identificou que todos somos masculinos e femininos desde o início da criação, não se trata de algo espiritual e sim biológico.

E tantas outras religiões que acreditam na reencarnação simplesmente entendem que a alma não tem sexo, ou seja, #somos todos, ou não.

Então, como qualquer um pode abrir um templo e proferir os seus ensinamentos, de um lado ou de outro começa a surgir os templos gays, onde os cristãos gays passam a exercer a função de pastor. Uma afronta para com a religião? Acho que não, afinal qualquer um pode abrir uma igreja e viver muito bem disso. Afinal a religião não tem exclusividade.




The Black Eyed Peas - I Gotta Feeling


sábado, 13 de agosto de 2016

Eu sempre amarei você

Muita gente chama de tradicional, ou seja, do jeito que as coisas eram, se respeita uma tradição, sem mudanças. Dentro desta nomenclatura vamos entender que as pessoas com mais idade digamos são assim mais tradicionais. Então, mas, não é bem assim.

Segundo sociólogos e psicólogos que gostam da fala de Bauman vivemos novos tempos, tempos líquidos, nada tradicionais, se alteram de forma constante, assumem novas formas, ou como dizia Caetano, “rapte-me camaleão, adapte-me”, e entre as diferenças vamos encontrando as semelhanças, ou não.

Em outras épocas se fazia muito “por debaixo dos panos”, as pessoas se assumiam menos, não tínhamos de forma escancaradas as pessoas assumindo suas preferências sexuais e emocionais por outras pessoas do seu mesmo sexo, que os entendidos não neste sentindo, mas no outro, chamam de gênero. Hoje as pessoas assumem, muitas porque estavam incomodadas em sua situação e precisam se sentirem bem como são, e outras aderem como uma “modinha” e nem entendem muito bem o motivo e vivemos assim, onde pelo politicamente correto “todo mundo” diz aceitar de bom grado.

No fundo sabemos que ainda existe muita resistência, então se invoca o tradicional. Mas não é bem assim, pessoas jovens em muitos casos não aceitam e não concordam, a maioria das religiões não aceitam e até abominam e vamos vivendo nesta gangorra de fazer de conta que o preconceito não existe. Adoramos uma hipocrisia.

Aproveitando o clima, e os holofotes, a jogadora de rúgbi (nem sabia que praticavam este esporte por aqui, o rúgbi é claro, eita preconceito) Izzy Cerullo recebeu um pedido de casamento de sua namorada, Marjorie Enya após a partida na Rio 2016. E ela disse sim. E pronta repercussão mundial. Sem medo de serem felizes. O amor é lindo, ou não.





Whitney Houston - I Will Always Love You


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Quando amanhã chegar eu estarei por conta própria

Depois que Bauman escreveu seus livros falando de tempos líquidos, todo mundo resolveu adaptar seus textos para o bel prazer, com os melhores e piores objetivos. Este negócio de liquido, de fluido, leva a muitas coisas e todos tentam se explicar utilizando as ideias de Bauman e por vezes distorcendo.

Então temos, tempos líquidos, amores líquidos, modernidade liquida, e temos também o gênero liquido ou fluido. Uma adolescente de 17 anos Rebekka Howie, depois de sofrer bullying na escola que estudava, resolveu de definir como um gênero fluido, isto é, quando ela acorda então ela decide, hoje vou ser masculino ou vou ser feminino, simples assim.

Tem dias que Rebekka usa vestidos, maquiagens, uma menininha, outros dias coloca uma camiseta e roupas largas, se torna um menino. Diz ela que é difícil de explicar, tem dia que se adapta dentro de um vestido, e se sente muito bem, entretanto em outros é muito difícil, insuportável.

Então, Bauman está corretíssimo, tempos líquidos, se derretendo, somos o que queremos ser ou o que podemos ser, para algumas pessoas isto pouco importa.




Jessie J - Flashlight (from Pitch Perfect 2)



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