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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

E eu não me importo

Mas, para muita gente, certas coisas tem uma importância muito grande.

Sempre gosto de falar sobre diversidade, a questão dos diferentes, e também a questão de que ninguém é obrigado a aceitar, mas, tem que no mínimo respeitar ou pelo menos fazer de conta que é indiferente, e se não for e não achar que deve ser hipócrita vá viver em Marte ou em outro buraco qualquer.

Tempos atrás se falou demais uma besteira muito grande, que no Brasil tem a cultura do estupro, uma imbecialiade proporcional ao quem acredita nisto, temos pessoas problemáticas, desvirtuadas, doentes e de má índole como em qualquer outro lugar do mundo, que não sabe diferenciar o certo do errado, e muitas autoridades complacentes, mas chegar ao cumulo que se trata de uma cultura em nosso País já é demais.

Então quando vejo essa manchete – “Para evitar estupros, Índia pede que turistas não usem saias”. Bem, aí o caso já se torna diferente, quando as autoridades emitem um comunicado desses numa coletiva de imprensa, e complementa que a cultura indiana é muito diferente da ocidental. De certa forma o governo diz, não tempos competência para coibir os abusos, então as mulheres não devem favorecer ao estuprador.


Apesar desta estupidez do ministro indiano, também não acho que na Índia exista uma cultura ao estupro, mesmo havendo uma diferença cultural, como disse anteriormente há muito imbecil no mundo e leis ainda brandas para punir. Na Índia como no Brasil, ou qualquer outro pais no mundo existe o certo e o errado, e qualquer lugar do mundo isto não é certo. Simples assim. 


Coldplay - A Sky Full Of Stars



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Porque precisamos de um pouco de controvérsia

Se fosse no Brasil com certeza estaria em todas as redes sociais, claro que por um breve tempo depois todo mundo esquece, mas não deixa de ser uma situação pitoresca e até cômica, mas não é, é coisa de justiça de primeiro mundo e aconteceu num País escandinavo, aquele onde as pessoas chegaram num grau de satisfação tão grande que não sabe o que mais fazer, então por lá tem muitos suicídios, estamos falando da Suécia.

No início deste ano, neste país, um homem fora condenado por estuprar uma adolescente que morava em sua casa. Até ai, tudo bem, os exames comprovaram que o homem havia feito sexo com a menina, e inclusive um exame de DNA comprova a paternidade do filho da adolescente.

Nesta última semana o tribunal reviu a condenação e inocentou o homem de 50 anos de idade, pois desde o início ele alegava em sua defesa que não lembrava do que tinha ocorrido e durante todo o ato ele permaneceu dormindo.

A situação não é assim tão explicada, pois a menina informou que tudo aconteceu na cama do casal, onde o homem dormia ao lado da esposa e ela acabou consentindo pois tinha esperança que um dos dois acordassem, mas, nenhum dos dois acordou. Isso que é um sono pesado, nem ele, nem a mulher acordaram, só a menina estava acordada. Sei lá. Mas, esta é a história.

O juiz em sua decisão alegou que a promotoria não conseguiu refutar a versão do homem, ou seja, não conseguiu provar que ele estava acordado. Se a moda pega.




Eminem - Without Me




quinta-feira, 23 de junho de 2016

Eu não sou esse tipo de garota

Os tempos são outros, desde muito tempo você tem de agir de acordo com o politicamente correto, não apenas porque é o certo, mas também porque a legislação ficou mais criteriosa, e tudo que você falava antes, na maioria das vezes não se tratava de nada mais ofensivo, tratava-se de uma brincadeira entre amigos, hoje passou a ser crime e que poderá ser devidamente punido com as regras estabelecidas.

Do que estou falando? Simples, você chamar alguém com a pele mais escura de “negão” tempos atrás não era nada demais, hoje dependendo da situação pode até ser crime. Você podia chamar qualquer um de veado, e isto também não era nenhuma ofensa, inclusive para os homossexuais assumidos. Hoje você tem uma grande chance de ser punido pela mão pesada da lei, as vezes até a mão do ofendido. Até falar que estuprar alguém, na base do deboche não era assim tão grave, hoje em dia, até a palavra estupro não deve ser muito pronunciada, pode até dar muitos mal-entendidos.

Não vou dizer que sim e nem dizer que não, mas por pronunciar esta frase o deputado Bolsonaro para uma colega, ainda em 2014, afirmou que não estupraria a colega “porque ela não merece”. Claro, o deputado talvez não tenha pensado muito bem no que disse, e ainda mais que a forma pejorativa, foi do tipo, que se fosse para ele estuprar iria fazer com uma outra mulher que estivesse, quem sabe, talvez, no nível dele e que a Maria do Rosário era, digamos, muito feia. Ou talvez porque ela fosse do PT. Ou quem sabe porque ela usava óculos. Ou porque ele preferia um gay. Vai se saber qual o contexto que ele tenha usado, e que tipo de mulher o Bolsonaro acredita que merece ser estuprada.


Então, a partir de agora, o STF aceitou a denúncia contra o deputado por apologia ao estupro, e o mesmo passa a ser réu. Assim, quem fala demais acaba dando bom dia a cavalo, como dizia minha avó, e o Bolsonaro agora vai ter que se explicar.


Beyoncé - Single Ladies (Put a Ring on It)




domingo, 5 de junho de 2016

Traga-me para a vida

Sempre acreditei na igualdade plena e total entre homens e mulheres, com as responsabilidades que isto traz para qualquer um, claro, respeitando os limites físicos. O mundo sempre foi e continua machista, o patriarcado é cultural, desde o início dos tempos, e isto não muda da noite para o dia, nem aqui no Brasil nem no mundo. Aos poucos vão sendo adotadas medidas para que estas diferenças sejam diminuídas, mas, as próprias mulheres ainda não conseguiram se libertar por completo, não abraçaram ainda este negócio de igualdade e ainda acreditam que precisam depender do homem como forma de convivência. E lógico muitos homens adoram mulheres dependentes, são manipuláveis, simples assim.

Por que estou falando isto? Simples, pelo caso do emblemático (nem tanto) suposto estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro, que acaba chamando atenção, se torna midiático e traz a comoção nacional, como se fosse o único. Então nesta história toda surge a personagem da delegada Cristiana Bento, que chega “chegando”, com firmeza tira do marasmo que estava se tornado a investigação, onde tudo indicava que a vítima seria declarada culpada.

A delegada chegou, mandou prender alguns, entendeu que o simples fato da divulgação do vídeo já era crime, e era, no vídeo homens sorriam e menina nua era tocada por outros homens. Conduziu com firmeza contrastando com o delegado anterior que conduzia a investigação para uma pizza.

Então, é mais ou menos disso que falo, a mulher tem de ter firmeza, não precisa se masculinizar, precisa ser mulher com convicção, fazer acontecer, nem todas precisam ser como a Dilma, e nem precisam se inspirar nas mulheres de Atenas, se inspirem nas mulheres que fazem a diferença.




Evanescence - Bring Me To Life



domingo, 29 de maio de 2016

Gritar para todos os meus meninos perdidos

Como diria aquele político, um ícone na política brasileira, um ídolo para muitos, tanto pelos seus eleitores, pela mídia e até por adversários, a sua política do rouba, mas faz, se tornou uma marca, inclusive podemos dizer que ele foi um precursor de tudo que aí esta, poderia até dizer que o homem fez escola, um tutor, um mestre de uma geração Y mais nova, tipo de Lula e Dilma. Aqui em Londrina tivemos políticos desta escola, inclusive um construiu praticamente uma cidade, um reduto de eleitores, era chamado do pai dos pobres, e muita gente acreditava, mesmo com todos os processos, condenações, o povo continuava votando, tal cá como lá, Paulo Maluf era assim. Então, uma frase famosa sua foi “Estupra, mas não mata”, onde ele se mostrava indignado (até acredito), mas, uma infelicidade de frase.

Se fosse nos dias de hoje poderia acrescentar, então, filmar pode, mas não publica na nas redes sociais. E se por um acaso você ver o vídeo não compartilha com mais de dez amigos.

Bem, de certa forma, nós somos assim, acreditamos que um erro justifica o outro, tipo faça isso, mas não precisa fazer aquilo, dá um consentimento para certas coisas, e nosso jeitinho brasileiro acaba aceitando como natural, tipo, furar uma fila, ter preferência usando uma criança ou um idoso, tudo justifica como sendo um mal menor. Ou seja, uma comoção nacional pelo estupro coletivo, onde o presidente falou, o ministro da justiça, o governador, o prefeito e a polícia diz que ainda não pode dizer se houve realmente estupro. Pode ser inclusive que ela tenha consentido, ou seja, pode ser que no final a vítima ainda seja a culpada.


E assim caminha o ser desumano.


SKRILLEX - Bangarang feat. Sirah



terça-feira, 29 de março de 2016

Mostre ao mundo de onde você é

Estava aqui pensando, que este negócio de vergonha alheia é complicado. Vamos lá, primeiramente o que vem a ser uma vergonha alheia? Segundo os teóricos, isto acontece quando estamos num determinado local, ou participando de alguma coisa, mesmo que não sejamos parte integrante do processo, na maioria das vezes meros espectadores e nos deparamos com algo constrangedor, embaraçoso que não podemos acreditar que ali está alguém fazendo aquilo. Existe uma explicação para nos sentirmos tão embaraçados quanto a criatura que executa tal ação, algumas células do nosso cérebro simulam tudo que está acontecendo, dando aquela sensação ridícula que estamos participando de toda aquela presepada. Mas de certa forma isto é bom, nos coloca na defensiva e vamos pensar duas, três vezes antes de fazermos algo semelhante, pois já sabemos que a sensação é horrível.

Porque estou falando disso? Bem, estava relembrando um pouco lá do ano de 2014 que nem faz tanto tempo. E parece que a partir deste momento, ou um pouco antes, ou bem antes, quando uns e outros tiveram a ideia de jerico de ter a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, e tantos outros apoiaram de forma unanime e incondicional, principalmente os empreiteiros.

Estamos falando de Petrobrás, e ainda nem começamos a levantar a fundo e nem sei se irão verificar a corrupção envolvendo esta Copa do Mundo.

O nosso País já estava ladeira abaixo, mas, tinha eleição, tinha a Copa do Mundo, e todos menosprezaram os sinais da derrocada em todos os sentidos, que foi desde o início, em tudo, e olha que nem estou falando da abertura da Copa, onde nem quis ser brasileiro.

O cumulo dos 7 x 1 nem foi a maior vergonha alheia que senti, provavelmente seja toda a consequência, as promessas do atual governo, o estelionato eleitoral que ele provocou, o brasileiro ainda votando e elegendo o governo que ai está. Esta foi a maior vergonha alheia.

Hoje, depois de tudo que já aconteceu e ainda vai acontecer, acho tudo isso só tem um nome. O que fizeram com o País em todos os sentidos foi um estupro, uma violação, um coito forçado, e olha que vai além do sentido figurado.

Preciso parar de sentir esta vergonha, nem tão alheia.


We Are One (Ole Ola) [The Official 2014 FIFA World Cup Song] (Olodum Mix)










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