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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Mas eles continuam perguntando para onde vamos

Tem algumas máximas que dizem que a pessoa só é feliz enquanto é inocente, e citamos o exemplo das crianças, que de certa forma acredita no que os adultos lhes passam, não tem motivo algum para desconfiar, para duvidar, então, a fé, a crença inclusive naquilo que não vemos é um motivo de felicidade.

Com o passar do tempo, aos poucos isto vai desmoronando, pois acabamos descobrindo que “as nuvens não feitas de algodão” e as nossas crenças são facilmente derrubadas, vamos tomando o chamado choque da realidade, e a realidade quase sempre é cruel, cruel demais para alguns.

Trazendo um pouco disso para nós mesmos, a questão de não saber muitas coisas sobre nós e nossa vida nos coloca dentro de uma posição delicada, pois somos cobrados por outras pessoas a tomar uma atitude, a ter uma opinião, temos de saber o que queremos a todo custo, e as vezes isto nem sempre é possível, podemos sim ter dúvidas sobre muitas coisas, podemos acreditar que nossa zona de conforto não precisa no momento de novas decisões, mesmo que ela não seja assim tão confortável.

As pessoas ficam horrorizadas quando você dá uma de Glória Pires e responde de imediato, sem pensar muito, “não sei”. Mas como? Você deveria saber, o não sei incomoda muito as outras pessoas, elas precisam de uma resposta, e muitas vezes você se obriga a inventar uma resposta, uma solução, mesmo que no fundo você não tem a mínima certeza, mas você se obriga a responder para atender aos desejos de outras pessoas que precisam que você se posicione.

O pior de não saber, é achar que sabe, e viver numa “certeza” onde entre uma “verdade” e outra ficamos com dúvidas, sem clareza, distraídos procurando encontrar uma coerência com nossa decisão, e as vezes jamais encontramos. Sei lá, podemos nem sempre ter toda esta razão, e o não saber naquele momento se torna apenas uma reflexão para que no futuro tomemos a decisão certa, sem porém, sem talvez, sem distrações. Ou não.




Robin Schulz - Sun Goes Down feat. Jasmine Thompson




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pequenas mentiras!

Dentro do código do mentiroso (a) a pequena mentira, ou chamada mentira inconsequente, ou até a chamada mentira social não podem serem consideradas mentiras. Dentro da lógica do mentiroso compulsivo ou até daqueles que a utilizam apenas como sobrevivência alegam que algumas mentiras podem e devem ser consideradas como mentiras “boas” ou justificáveis, afinal elas existem com um único objetivo, proteger alguém, pois caso a verdade aparecesse o estrago seria grande, as vezes imensurável.

Dentro desta lógica, do outro lado temos pessoas passivas, as vezes até inocentes mesmas, mas na maioria das vezes utiliza do expediente de não querer saber. Então a verdade para muitos passa a ser um martírio e a ignorância uma dádiva.

O ser humano desde que passou a ser senciente trouxe para si o sofrimento e a felicidade através do sentimento e neste momento passaram de certa forma a querer enganar estes sentidos para si e para os outros então passou a mascarar esta condição e passou a mentir.

Todo mundo mente, esta é uma afirmação sem medo de errar, tão certo como haverá um novo dia após a noite, faz parte do ser humano. Claro alguns mentem pouco, mentem de forma sucinta, tem critérios para mentir e outros fazem por necessidade e outros tantos de forma compulsiva mesmo e ainda acreditam na própria mentira.


A verdade pode até libertar, mas as vezes causa muito estrago, pergunte ao pessoal da lava jato.



Calvin Harris - Summer



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