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sábado, 20 de agosto de 2016

E por favor, lembre-se que eu nunca menti

Desde sempre o ser humano procura entender o que vem a ser o sonho. Por que sonhamos? Os sonhos são premonitórios? São eles impulsos reprimidos? Um espelho da realidade numa outra língua? Ou apenas pensamentos ao acaso que temos quando dormimos e não conseguimos controla-los, mas, nada demais e nem de menos.

Muitos estudiosos da mente humana, talvez o mais famoso deles, o Dr. Sigmund passou a “interpretar” os sonhos e deles traçar um perfil psicológico do indivíduo com intuito de entender aquilo que nem o próprio indivíduo sabia, e numa sessão apenas de analise iria acabar mentindo, mas sonhando seria “impossível”, ou não.

Entretanto dizem os cientistas que todos sonhamos, inclusive os animais assim ditos irracionais, porém, na maior parte das vezes não lembramos do sonho quando acordamos, e acreditamos então que não sonhamos. Estes mesmos cientistas chegaram a seguinte conclusão, na maior parte dos sonhos, quando ele termina, continuamos num sono profundo, e só poderemos lembrar do sonho se acordamos até 10 minutos depois que ele tenha terminado. Simples, a memória é uma função do cérebro consciente, e o sonho do cérebro inconsciente, então, quando dormimos a memória não esta ativada, então só neste espaço de dez minutos ainda em estado de sonolência que o cérebro poderia ativar a memória.

Só conseguimos sonhar no estágio do sono REM, ou seja, quando o sono já estaria “pesado”, claro, em uma noite podemos passar por várias fases de sono, até seis vezes, ou seja, sonhamos adoidados, mas só conseguimos lembrar do último sonho, quando acordamos logo após sonha-lo.


Para os parceiros de Freud, todo sonho tem um fundo emocional, ou sonhamos com situações que não conseguimos encarar e resolver acordados. Então, pode ser que sim, pode ser que não. Os sonhos acordados são memórias, e você mesmo que não os realize sempre poderá lembrar, os sonhos que temos dormindo, involuntários, sendo fragmentos inconscientes o próprio cérebro é seletivo e faz você esquece-lo muito rapidamente, então se você quer contar para o seu analista, não esqueça de anotar tudo num papel.


Guns N' Roses - Don't Cry



quarta-feira, 27 de abril de 2016

E olhei a noite e já não era escura

Quantas e quantas vezes acordamos no meio da noite, assustados, com medo, as vezes o chamado suor gelado. Por vezes pode até ser por uma gripe, uma febre que nos força a ter pesadelos, perder o sentido normal e mergulhar em situações estranhas, nossa mente trabalhando e ao mesmo tempo provocando sensações esquisitas que nos faz querer acordar e nem sempre poder, nos tornamos refém de uma situação. O perigo real provavelmente não exista, mas nosso cérebro é pródigo em nos pregar peças e a sensação é da mais pura realidade.

As vezes os pesadelos vêm sem causa aparente, muitos querem e procuram explicar os sonhos, inclusive os mais obscuros que nos dão medo e chamamos de um pesadelo.

Como já dizia a letra da canção do Ney Matogrosso, quando criança éramos, quando de sonhos ruins realmente acordávamos com medo, até gritávamos, e nem precisando de desculpas tínhamos na maioria das vezes alguém para se preocupar, para um abraço, para um carinho, para dizer que não era nada, e de certa forma nós ficávamos tranquilos.

Nos dias de hoje já não é bem assim, os medos das nossas noites passam a ser só nossos, ninguém para aquietar as palpitações, e com saudade recordamos do tempo que ainda tínhamos isso e nem sempre valorizamos, e que tudo isso ficou para trás. Os nossos medos de hoje, medos reais temos de dá conta sozinhos, sem choro, ou se ele vier que seja quando ninguém veja, pois temos de parecer fortes, afinal temos de abraçar e dá carinho para quem hoje ainda é criança e precisa disso.

E olhando para trás, sabendo do que temos de fazer hoje, a noite já não parece tão escura.





Gloria Trevi Todos Me Miran



Ney Matogrosso - Poema


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Me ame alucinadamente!

Todo dia era a mesma coisa, ela acordava, olhava para o lado e ele lá estava, ainda dormindo. Ela respirava e ficava olhando, talvez quem sabe velando o seu sono, ou como na música tentando de alguma forma olhar para dentro de sua cabeça e imaginar no que ele sonhava, talvez fosse algo bom, o seu rosto estava tranquilo, mas será que era com ela que ele sonhava?

Ela precisava muito deste amor, e ele tinha que sempre está um passo à frente, precisava muito desta demonstração de amor e de carinho e se possível isso fosse levado aos extremos, imaginava que ele fosse assim como ar que respirava, era essencial, imprescindível, ele era o dia e a noite, o pulsar do seu coração, a única coisa importante, o resto não importava.

Era a alegria, a coragem e também o medo, mas, o desejo latente de voar, ganhar os céus, percorrer caminhos, ele era esta força, a força vital.

Ela precisava deste amor, sempre, contínuo, tudo passava a ser diferente, era imenso, a sua presença já não era o bastante, e a sua ausência era o caos. Imaginava não saber mais viver sem ele.


Ele abriu os olhos, um sorriso calmo se abriu, fitou os olhos por uns instantes e como sempre lhe deu um beijo de bom dia, um abraço forte e se não disse ficou implícito que a amava. E ela então mais uma vez entendeu que ele jamais a amaria como ela, e por um momento se sentiu a mais infeliz das mulheres.


Ellie Goulding - Love Me Like You Do




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