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sábado, 29 de outubro de 2016

Sem heróis, vilões, culpados

Na universidade eles agrupam vários cursos dentro de respectivas áreas, tem as áreas de ciências exatas, ciências biológicas, engenharia, tecnologia, saúde, agrária, sociais, linguísticas, letras, artes e humanas. Bem, nem vou entrar no mérito de todas as áreas, vou me reportar mais diretamente a “minha” área, de humanas. Esta área tem por objetivo formar profissionais que serão sociólogos, psicólogos, filósofos, pedagogos, comunicadores, jornalistas, marketing, advogados e no meu caso administrador de empresa.

Porque toda esta “prosa” se o assunto nem será este? Apenas para identificar que mesmo dentro da mesma área, ou até no mesmo curso, no caso de administração de empresas, você vai do céu ao inferno, ou seja, estamos convivendo diretamente com pessoas, precisamos ser um pouco psicólogos, temos de conhecer um pouco de leis, conhecer do mercado, conhecer de números, sermos práticos, objetivos e racionais, mas, sem nunca deixar de ter as emoções pois estamos também lidando com pessoas. Ou seja, um administrador de empresa, no fundo não é especialista em nada e talvez nunca será, apenas um “faz tudo”, nem sempre com grande precisão, exatamente porque não se especializou, aqueles que se especializaram se tornaram profissionais específicos, deixaram de ser genéricos, partiram para área de marketing, ou financeira, ou relações do trabalho, auditoria, mercado internacional.


Apenas somos uma engrenagem em tudo que ai esta, cada um fazendo uma pequena parte, uns acreditando que são muito importantes, outros se depreciando por acharem que fazem pouco, outros nem um pouco preocupados, alguns agregando e tantos outros se perdendo, tentando administrar alguma coisa e já há muito tempo deixaram de administrar a própria vida e nem estudaram para tal.


Kygo - Stole The Show feat. Parson James


domingo, 23 de outubro de 2016

Espero que eles não tomem a sua mente

Poucos são os profissionais que ingressaram numa carreira, e desde muito pequenos sabiam o que queriam, se aplicaram, se formaram, de preferência com estilo e muito bem e “amam” aquilo que escolheram para a vida.

Alguns, por influência dos pais seguem uma carreira, outros tantos porque era o que tinha para o dia, outros até pelo o que já desenvolviam, mas, resumindo, algo que deveria ser uma realidade não é. As pessoas deveriam fazer o que gostam, trabalhar naquilo que de certa forma lhe dão maior prazer, mas, não é isso que acontece, pessoas permanecem fazendo aquilo que não gostam. Por que? Pelo medo de mudar. Outras por saberem que mesmo não gostando aquilo se não dá o prazer dá dinheiro e então pode-se comprar o prazer, e por ai vai, passamos a vida nem sempre fazendo o que gostamos, mas o que podemos.

Ainda tem aqueles, que na verdade depois de muito tempo fazendo algo, e não gostando, não tem a mínima ideia do que realmente gostariam de fazer, passam a vida e pela vida, apenas.

Na Voce S/A uma entrevista com Marilia Zylbersztajn que mudou de carreira para abrir uma loja de tortas e bolos, eleita pelos críticos como uma das melhores do país. Psicóloga de formação, trabalhando na área, não era apaixonada pela profissão. Como diz ela, não era sua missão no mundo, será que todos temos uma?





Milky Chance - Stolen Dance

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